10 anos de Bolsa Família no Brasil é comemorado internacionalmente

Nos 10 anos do Bolsa Família, programa social que contribuiu para tirar a 36 milhões de brasileiros da pobreza extrema e que se beneficia atualmente a 13, 8 milhões de famílias, cerca de 50 milhões de pessoas, ou seja, um quarto da população total do país.Ao citar esses números, a presidente chamou o Bolsa Família como o maior programa de inclusão social do mundo. As Inscrições em 2020 prometem ser ainda maiores do que as dos anos passados, confirmando o avanço do programa para a exclusão de brasileiros da linha da pobreza.

Ao todo, os programas sociais atingem a um conjunto que representa mais do que toda a população da Argentina ou a metade do México. Já, considerando que, por impulso este programa e outros que o acompanham vem mudando paulatinamente a estrutura mesma da sociedade brasileira, e que esse é um traço comum de todos os governos de esquerda e progressistas da América Latina amanecidos com o novo século e milênio.

Por seu lado, o ex-presidente Lula disse que este é um programa que recentemente completou 10 anos, em um país onde a injustiça existe, desde há cinco séculos . Lembrou que o programa foi lançado em outubro de 2003, no primeiro ano de seu governo, quando o mundo se discutia sobre a guerra no Iraque.

A minha guerra contra a fome”, disse Lula, acrescentando que o dinheiro gasto com esse conflito permitiria levar programas de transferência de renda de 1.500 milhões de pessoas em diferentes países ao longo de 10 anos. No mesmo tom, Dilma destacou que o Bolsa Família é a porta de saída da miséria e a porta de entrada para um mundo de futuro e esperança.

Destacou-se, igualmente, que uma condição básica para receber a ajuda é que as crianças de lares beneficiados participar regularmente a escola, pelo menos até completar o ciclo primário. (Algo semelhante ao que existe em nosso país para o pagamento do abono de família por filho). Isto constitui um traço definidor de extraordinária importância, com o adicional de que na escola recebem também atendimento da saúde pública.

Ambos os mandatários rejeitou as críticas de que a ajuda oficial constitui uma esmola que desestimula os pobres a procurar trabalho. Lula disse: É mais difícil de derrotar o preconceito que derrotar a fome. A crítica mais cruel dizia que o Bolsa Família estimularia a preguiça, o wandering, mas 70% dos beneficiários do Bolsa Família tem emprego, e use o dinheiro para melhorar o seu nível de vida . Dilma também afirmou que o programa não é esmola ou caridade.

Transferência de renda dos mais ricos para os mais pobres, mas até que ponto?

É a transferência de renda para uma parte da população que acumulamos uma dívida . Ele citou dados do Ministério de Desenvolvimento Social, segundo os quais, ao longo de seus 10 anos de vigência do programa, conseguiu melhorar o desempenho escolar das crianças das famílias beneficiadas e reduzir os índices de mortalidade infantil, outro dado de enorme significação. Tudo isso com um custo extremamente baixo, em torno de apenas 0,5% do PIB, segundo demonstraram especialistas na matéria, como o professor Jimmy Medeiros, da Fundação Getulio Vargas.

Durante a comemoração, a presidente reiterou seu compromisso de eliminar a pobreza extrema. Nesse sentido, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, afirmou que o governo está empenhado em identificar cerca de 600.000 famílias que ainda vivem em condições de pobreza extrema. Este é um tema que tem merecido a atenção prioritária do governo ao longo de todo este ano e que se destacam os comentários dos jornais, como este de Página/12-O plano social que mudou o Brasil. A presidenta dilma Rousseff reiterou seu compromisso de acabar com a pobreza extrema . 93% dos titulares do Bolsa Família são mulheres. O lema do governo de Dilma Rousseff é que um país rico é um país sem pobres .

Passados estes 10 anos, muitos dos filhos amparados no programa, devidamente escolarizados, têm certas possibilidades no mercado de trabalho. As estatísticas indicam que mais de 70% dos beneficiados com mais de 16 anos de idade conseguiram trabalho, contribuindo para o sustento familiar. A taxa de desemprego no Brasil é a partir de meados do ano, de 5,5%, uma das mais baixas do mundo, já que nos dois governos de Lula e o atual é aventureiro por milhões os postos de trabalho. Em uma extensa reportagem, Ignácio Ramonet, diretor do Le Monde Diplomatique, que em meados do ano visitou a Argentina, destacava-se como o primeiro elemento de a grande obra realizada pelos governos progressistas da América Latina a ter tirado um enorme contingente de seres humanos à miséria e à pobreza extrema, citando em primeiro lugar para o Brasil.

Desde maio de 2012, aplicou-se um plano chamado Brasil Carinhoso, que promoveu iniciativas nas áreas da educação e da saúde, com ampliação do atendimento em creches de crianças de até três anos e a oferta de medicamentos e serviços de saúde para a prevenção na primeira infância. O plano também aumentou de forma substancial o financiamento da alimentação escolar.

Outro resultado de destaque é que, por aplicação destes planos, muitas casas de famílias pobres têm sido ampliadas, receberam telhados novos, passaram a ter piso de madeira ou cerâmica, estão equipados com geladeira, máquina de lavar roupa, tv e, em muitos casos, com computadores conectados à internet a preços muito baixos, subsidiados). Existem algumas incongruências típicas deste período de transição. Por exemplo, há casas de barro, sem esgoto e em condições sanitárias precárias, com antenas parabólicas ou telefone celular.